Skip to content

A soberania da Nação Europa

Janeiro 30, 2015

Wie Griechen: Darum wollen wir auch einen Schuldenschnitt!

Fotografia do jornal alemão Bild onde se pode ler que o alemão comum também quer um corte na dívida (“Porque devo eu pagar e os gregos não?”)

A plutocracia europeia está tão habituada a ter fantoches por governos que fica histérica quando um governo faz realmente aquilo que anunciou. Habituados a terem governos com Passos Coelho e Sócrates (para ficarmos apenas por Portugal), Merkel, Junker e as oligarquias que os sustêm espinoteiam mediante o facto de Tsipras estar a fazer aquilo que prometeu fazer durante cinco anos. De tão acostumados em ter candidatos que prometem e depois fazem exactamente ao contrário daquilo que prometeram nas campanhas (Passos) não lhes entra na cabeça que alguém possa de facto querer cumprir as promessas que fez durante a campanha. Daí que a histeria que vai da Alemanha ao Reino Unido, passa pela Holanda e acaba na Polónia, perante as “drásticas” medidas do governo grego, só pode ser tida à conta do laxismo jornalístico, aquele jornalismo que responde a grupos de interesse, mas está sempre pronto a falar de deontologia. Na Alemanha, expressões como “ameaça grega”, “catástrofe iminente”, “tiros nos pés”, “contra a Europa”, etc. A quebra do consenso europeu nas sanções contra a Rússia é algo que preocupa os alemães. Não porque a opinião grega mude o que quer que seja, mas porque bloqueia o unanimismo que se construiu em torno de Merkel e das suas políticas. Ou seja, a quebra do consenso é mais simbólica do que efectiva, e tem por alvo o estatuto de soberania indisputada da Alemanha sobre a Europa. Na guerra que reúne o campo alemão contra a Grécia, uma estratégia de isolamento começa a definir-se. Afinal de contas, os filhos de George Bush aprenderam bem a lição: ou estão comigo ou estão contra mim. Mas é preciso de facto surgir uma linha de fractura no horizonte europeu para se perceber que o projecto europeu é sobretudo um projecto soberanista. Longe vão portanto as ilusões de uma Europa transnacional, apostada num patriotismo constitucional, e numa linha procedimental da governança política. O que o jogo com a Grécia mostra é justamente as lutas pela preservação do campo da soberania, leia-se do Estado.

Anúncios
One Comment leave one →
  1. nuno permalink
    Fevereiro 16, 2015 3:20 pm

    Estou de acordo…
    Mas vai acabar mal. Para quem ?
    Veremos brevemente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: