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Cara de Pau

Agosto 16, 2010

Carlos Queiroz é o maior cara de pau que existe à face da terra lusitana. E isto é proeza difícil de irmanar, dada a quantidade de congéneres seus que proliferam no rectângulo cinzento (depois do triângulo dourado, nasce o rectângulo cinzento, designação nobre que serve que nem uma luva a Portugal). 

No Brasil as coisas são mais expeditas: o treinador da selecção não agradou, não trouxe a taça para casa, e foi enxovalhado publicamente, o seu nome arrastado pela lama da comunicação social, a sua caricatura disseminada pelas primeiras páginas da imprensa, etc, etc. Foi um festival de porrada que o homem teve que se esconder – algures numa ilha paradisíaca destas que bordejam a imensa costa brasileira -, para só mostrar a cara no próximo Carnaval.

Em Portugal? Nada disso…Queiroz tem uma prestação miserável, mas como nem sequer cláusula de rescisão tem no contrato, está de pedra e cal no lugar de seleccionador nacional. E diz, com ufano descaramento, que dali só o tiram morto. Suponho que voluntários para fazer a vontade ao professor não faltam. Porém, existem formas mais discretas de matança. O assassinato mediático é uma delas. A vergonha pessoal, é outra. E dessa parece que Queiroz não tem muita.

Está, por conseguinte, montado o triste espectáculo do braço de ferro entre Queiroz e a Federação. O desfecho seria simples, caso Portugal não fosse um país de compadrios, de dúbias amizades, de arranjinhos obscuros, etc, etc. Mas sendo esse o caso, não podemos esperar que as coisas se resolvam como aconteceu com Domenech ou com o malogrado Duda. Não. O sr. professor Queiroz faz uma merda de todo o tamanho e quando dele se aguardava uma atitude honrada, vem com a conversa da sua reputação…

Neste país de pequenos e grandes sarilhos, de conas e maltrapilhos do espírito, Madaíl, o caudillo do futebol institucional português (porque o não oficial é Pinto da Costa como todos sabemos) vem em socorro de sua excelência o professor Queiroz. Como é difícil defender o professor! Este, por sua vez, julga-se vítima de uma “acção concertada para promover o seu despedimento”; ele, que deveria ser o primeiro a ter a ombriedade de se auto-exonerar.

Mas…daqui não saio, daqui ninguém me tira: quanto mais não seja porque tenho 5 milhões a haver dos cofres do depauperado tesouro português. E como não poderia deixar de ser neste negócios de barões, o Estado é que é muito mau – o comedor do merecido pecúlio do sr. professor.

Agora, ficamos nós passivamente a assistir este chupista com o seu cortejo de personalidades dignas do Madame Tussaut do futebol, a prepar-se para engolir 5 milhões do nosso dinheirinho como recompensa pela bela merda que fez. 

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