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Despautérios

Agosto 9, 2010

Esta discussão, já ultrapassada no tempo blogosférico do Arrastão, merece quanto a mim, e ainda assim, um curto comentário.

Dizer isto, é como dizer que não se percebe porque a “ A la Recherche du Temp Perdu” maravilha tanta gente após ter lido o “Les Plaisirs et les Jours”.

Houve, seguramente, alguma luminária que terá dito algo parecido no tempo de Proust…

ps. Nenhuma comparação entre a qualidade de Proust e de Bolano é sequer sugerida…

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11 comentários leave one →
  1. jpm permalink
    Agosto 9, 2010 5:28 pm

    Veja lá, mesmo com esse PS ainda podem dizer que está a comparar o Proust ao Bolaño.

  2. nunocastro permalink*
    Agosto 9, 2010 6:49 pm

    não, estou a comparar a grandeza do Bolano para os dias que correm com a grandeza do Proust no seu tempo sem com isso tirar nenhuma ilação quanto ao estilo de cada um.

    cada época tem o seu Proust. e, mesmo que fugaz, eu diria que Bolano é o Proust que nos calhou em sorte (pelo menos não vejo outro).

    o que eu tenho a certeza é que lendo o Plaisirs et les jours não se pode concluir rigorosamente nada em relação à opus magnum Recherche. Mesmo que digam que no primeiro já se encontrava em germe o Proust posterior. Mas da vagem à excelsa roseira que é a Recherche vai um ganda caminho

    • jpm permalink
      Agosto 9, 2010 6:54 pm

      Apenas disse isto porque fui massacrado no arrastão por ter feito uma comparação igual entre Céline e Bolaño. Sem entrar numa comparação entre os dois.Por sinal, acabei de ler o Estrela Distante, é muito, muito bom.

  3. Agosto 9, 2010 8:01 pm

    «eu diria que Bolano é o Proust que nos calhou em sorte». Isto é uma frase idiota. Pelo menos tão idiota como os meus posts. Cumprimentos.

  4. Agosto 13, 2010 2:28 pm

    JG, adoro quando se caga uma posta mas não se limpa o rabinho nela – ora explique cá à gente por que razão é uma frase idiota?

  5. Agosto 13, 2010 2:31 pm

    jpm

    o estrela distante é muito bom. e depois de ler esse (para ficar nos mais maneirinhos) ou o Nocturno Chileno é impossível dizer as tolices que diz o Sergio Lavos (e outros) por essa blogosfera. A menos que não se perceba nada de literatura, o que pode também acontecer.

    • jpm permalink
      Agosto 13, 2010 7:09 pm

      Nuno Castro,

      eu estive la na discussao, ate quando o nuno castro me disse que comparar celine a bolano era como comparar marmelos a cagalhoes. e o sergio lavos aproveitou a boleia. eu na altura insisti que a comparacao nao era essa (tinha dito qualquer coisa como, no caso de nao ter gostado do casse-pipe, dizer que o Celine era uma merda, o que eu apodei de idiotice).

      Ainda nao tenho o Nocturno Chileno. Vou deixar para mais tarde, li 4 do Bolano este ano e começam a sobrar poucos.

      Em relacao ao que diz, eu achei o texto do Sergio Lavos infeliz, cheio de contradiçoes, etc. Mas ha uma coisa aqui que me intriga. Acho que nao vi uma unica critica a um livro Bolano de que tivesse gostado. As duas negativas, SL e do Corta Fitas sao fraquissimas, nem criticas sao: o que se segue no Corta-Fitas entao, nao faz sentido absolutamente algum. Mas aquelas todas do inicio, positivos, acrescentaram muito pouco “a humanidade em mil paginas”, “as visceras da america do sul”, so tretas destas.
      Eu admito perfeitamente que alguem nao goste do 2666 ou do Detectives Selvagens. Eu acho que deve ser dificilimo fazer uma critica decente a qualquer um dos livros e acho que por isso mesmo aconteceu o que aconteceu, tudo a eito, logica binaria, ou 1 ou 0. Ou genial ou uma besta. Confesso que nao percebo, acho que nesses casos mais vale estar calado.

  6. nunocastro permalink*
    Agosto 16, 2010 2:00 pm

    iiiiiiiiiiii, a velha (mui velha) expressão “comparar marmelos a cagalhões” é algo do tempo do estado novo e que tem apenas por função expressar uma diferença qualitativa sem implicar nenhuma valoração de um ou outro dos polos da comparação – é como dizer comparar bananas com autocarros: o que está em causa é os termos da comparação que não são ajustados; e não o melhor ou pior.

    daí que marmelos e cagalhões nada tem a ver com o marmelo ser docinho (o que nem é por aí além) e o cagalhão ser graviolento.

    a resposta do Lavos foi deficiente neste dois termos. quando diz: suponho que Bolano é o cagalhão… Pode ser qualquer um deles… O significado é simplesmente estar-se a comparar coisas que não partilham os mesmos termos de comparação.

    Nem Céline é um cagalhão (objectivamente) nem Bolaño é um marmelo (objectivamente)

    a expressão deu azo a imensa confusão que espero que agora esteja desfeita.

    até porque gosto mais de Céline do que de Bolaño.

    • jpm permalink
      Agosto 16, 2010 3:19 pm

      Eu tinha percebido. ja agora, onde e que se consegue arranjar o nocturno chileno? estive ontem na fnac do chiado e nada. Se me puder dar uma ajuda, agradeço.

  7. nunocastro permalink*
    Agosto 16, 2010 4:12 pm

    eh pá, comprei o Nocturno Chileno em espanha, assim como o putas assassinas e o gaúcho qualquer coisa cagora não lembro. acho que ainda não foram publicados em portugal…mas posso estar enganado.

    entretanto, havia uma edição inglesa do nocturno na fnac…

    • jpm permalink
      Agosto 16, 2010 4:15 pm

      o nocturno chileno foi editado em portugues. ora, la terei de arranjar outra sarna para me coçar

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