Deus escreve direito por linhas tortas

Dantes, no após 25 de Abril de 74, quem confessasse amar a Bíblia arriscava-se a linchamento público com furibundas exéquias de revolucionários em curso. Corriam os tempos da injunção nietzschiana de Morte a Deus, os padres eram varados com maus olhares que lhes indicavam que andar na linha e no respeito pelo colectivo era caminho, e que pregar o reino do além e do omnipotente, era arrepiar caminho para porrada no focinho. Não que houvesse particular animosidade aos clérigos, pelo menos não no sentido em que ela foi materializada no tempo do “mata frades”. Mas a religião era algo de opiácio, e quem apanhado fosse a tecer loas à Bíblia poderia bem passar por traficante de substância ilegal e prontamente ser arrolado aos criminosos de delito comum.

Hoje em dia, quem diga que não leu a Bíblia corre o risco de anátema. É com orgulho que, da esquerda à direita, confessam que leram a Bíblia; não apenas foi esta lida, como à falta de mais expressiva adjectivação, foi igualmente devorada. A Bíblia passou a fazer parte dos livros de cabeceira dos portugueses, e quem não a leu, para que não seja apanhado nessa teia corrosiva de intrigas e torpes insinuações – teia essa que vai-se estendendo do local de trabalho às mais inocentes tertúlias entre companheiros de vida -, irá a correr comprá-la e lê-la com a voracidade de uma chaga a consumir a carne purulenta.

Estamos na iminência de termos os portugueses, povo que se orgulha de não ler um livro por ano, a devorar a Bíblia nos autocarros, nos comboios, e até nas intermináveis filas de trânsito que separam a outra banda da cidade branca, aproveitando o pára-arranca para ler mais um versículo. Até os putos no liceu, outrora apostados em cavilosas comparações de experiências alucinogénicas, votam ao desprezo os colegas que não tenham sorvido as palavras do Deuterónimo.

Entre adultos, a acusação de iliteracia bíblica ganha foros de opróbrio, de labéu, de infâmia, quando todos, mas todos sem excepção, poderão e deverão dizer, como o rapaz da Bgroselha, não, eu não leio o Capital, eu leio a Bíblia!  

Acusar outrem de não ter lido a Bíblia pode constituir facto para contra-ordenação; pode inclusivamente manchar a reputação pública e familiar do visado; pode destruir carreiras, lançar homens e mulheres no olvido da história, macular irreparavelmente os seus ente queridos e descendentes.

Chegámos a uma altura em que não ter lido a Bíblia, de fio a pavio, porque tresler ou leituras de Livros avulsos não é digno sequer de menção, impede tomar um cargo público, de fazer uma declaração de amor, de sair à rua, de  apresentar-se como candidato para a junta de freguesia, de comparecer a uma reunião de condomínio. E isto porque a interpelação andará na boca de toda a gente e poderá ser engatilhada quando menos esperarmos. De repente, num momento de distracção, alguém, ou alguma autoridade incorpórea, pode sempre apanhar-nos com as calças na mão, querendo tirar dúvidas sobre um versículo da Aliança ou sobre uma passagem de Mateus.

 E tudo isto por causa de um “Caim”.

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Caim e Abel

As reacções às declarações de Saramago sobre a Bíblia confundem, de forma quase deletéria, essas mesmas declarações e o seu livro. Na sua maior parte, os que falam, ou não leram Caim – quase todos – ou não leram a Bíblia. Seja como for, como diz Saramago, iniciar um processo de intenções sem ter lido o respectivo livro é agir de má-fé. E Saramago repetiu ontem que está disposto a discutir com quem for desde que de boa-fé; entenda-se, desde que seja sobre o livro “Caim” e na medida em que este tenha sido lido.

Se Caim matou Abel, ficando por isso condenado a errância para o resto dos seus dias, a Igreja quer matar “Caim” antes mesmo que haja tempo para que seja dado à fruição dos leitores. Mas será mesmo assim?

Com um sentido de oportunidade que faz pasmar mesmo os mais lépidos especialistas em marketing, foi dada à estampa uma nova versão da Bíblia, dita de versão para todos, desde logo porque optou por uma narrativa corrida, uma prosa arejada e sem o estilo rebarbativo do Antigo Testamento. A meu ver, é uma escolha infeliz, dado que muita da magia da Bíblia se encontra justamente nesse mesmo estilo. Porém, e quase como efeito perverso, disparam as vendas da Bíblia, segundo informação veiculada pelas livrarias, aumento esse cuja responsabilidade estará certamente no espírito de tantos curiosos entretanto espicaçado pela polémica. Desconheço se as vendas de Caim seguem igualmente esta tendência, ou se numa espécie de desígnio divino, foi este preterido em razão da consagração reiterada do livro sagrado. O que sei é que nem Caim merece a polémica que gerou nem a Bíblia sai corrompida ou desfeada da inspiração de Saramago.

Caim é uma efabulação dos dois primeiros livros da Bíblia, o Génesis e Êxodo. Alguns episódios desaparecem porque não encaixam na narrativa, outros são empolados, ficando frequentemente a ganhar quando cotejados com a secura da narrativa bíblica (veja-se o episódio de Babel). Por vezes, por onde Jacob andou, passa a andar Caim, e este, no seu périplo errante, é transformado em testemunha muda, mas não alheia, dos desvarios do Senhor.

Há em Caim uma certa infantilidade, dir-se-ia mesmo que Caim faz as perguntas, interroga-se e duvida, que uma criança faria. E é claro que as perguntas mais inocentes são, como é sabido através da simples convivência com as crianças, amiúde as mais acutilantes. Caim é um exercício de destruição de dogma. Fugindo como o diabo da cruz das exegeses, coloca as interrogações ao nível da moral mais banal e menos complexa. O que constituiu sempre a pedra no sapato das religiões do livro não foram as suas sistemáticas interpretações e reinterpretações. Contra essas, ou através delas, mal ou bem foram os teólogos munindo-se, as apologéticas construindo-se. O problema, julgo, está e sempre esteve nas interrogações ingénuas. Aquelas que põem a nu a perversidade do Antigo Testamento. Poder-se-ia mesmo dizer que o dogma foi inventado para calar essas mesmas interrogações, não as mais complexas decorrentes da teologia e da espiritualização do Livro. A meu ver, é isso que Saramago se entrega com a escrita de Caim: e se, através da efabulação de certos episódios do Pentateuco, fizéssemos as perguntas que as crianças fariam? E nasce Caim.

Nesse sentido, mais do que um exercício de desmistificação da Bíblia, o qual julgo se encontra ausente em Caim, o que Saramago pretende é uma infusão de razoabilidade no texto sagrado. Esta tentação não o coloca do lado do racionalista empedernido que apenas se interessa em destruir o simbolismo do Pentateuco, como por aí foi aventado. Muito pelo contrário. Desde logo, porque o simbolismo do Pentateuco é escorreito e racional, nada tendo de mágico ou de transcendente. Erram portanto aqueles que acusam Saramago de escamotear a dimensão simbólica da Bíblia. Da Bíblia, talvez. Do Pentateuco, a menos que consideremos que existe uma contaminação entre simbologia e regulação, não vejo onde ela possa estar.

A errância de Caim, é a errância das crianças, e as perguntas que o seu trajecto vai suscitando, assemelham-se à ávida curiosidade das mesmas quando estas começam a atribuir valorações aos objectos. Ou seja, aos seus primeiros passos no mundo moral que acabaram de receber.  Por conseguinte, a incompreensão de Caim perante a destruição de Babel ou de Sodoma, não pode nunca ser sonegada recorrendo ao argumento do simbolismo: ela é pertinente, porque representa a incomodidade perante o arbítrio do Senhor, ou seja, do Grande Outro. Saramago não a suspende, nem a introverte ou sequer a sublima. Parodia-a. Sem vergonha e sem respeito.

Caim é assim – a história de um filho que não compreende o pai. E sabemos que o cristianismo – e ainda mais o judaísmo – foram praticamente construídos em torno dessa grande proibição: não tentes compreender – obedece!

 Caim é Saramago vintage

Saramago redux

 Saramago não fez mal a ninguém para ficar indelevelmente ligado a este país de sacristas. O país não merece Saramago e parece que valoriza mais a Bíblia do que a obra do autor. É isso que se depreende de alguns comentários atolambados entretanto esporrados na Internet. Trata-se de ejaculação precoce, sem dúvida. Gente que ainda agora a meteu e zás já se esparramou todo dentro de vulvas paralíticas e de valores atacados de neurose. A grande caixa dos valores. Cada português carrega com uma. Às costas. Desajeitadamente, como os faisões de Herta Muller.

Assim como no conselho com maior densidade de gente diplomada se votou maciçamente em Isaltino, também a nossa intelectualidade molha a cuequinha porque Saramago disse sobre a Bíblia, o óbvio, o evidente, o incontestável. Disse-o por diversas vezes e em fora igualmente diversificados.

Os nossos plumitivos, às cavalitas dos jornalistas, asnos consumados que nos dão a ler o mundo (donde andarmos todos a reproduzir um mundo de asnos com os limites da tão asininas razões) compilaram um best of de frases de Saramago sobre a Bíblia proferidas numa das suas recentes apresentações do seu último romance. As frases descontextualizadas surgem como verdadeiros opróbrios, blasfémias para cristãos e gente elegante e bem pensante. Mas o que dizem é de uma banalidade que custa a crer que mesmo o mais boçal dos amantes da Bíblia não tenha inevitavelmente chegado a essas mesmas conclusões.

É ofensivo? Só se for no mesmo plano em que se considera ofensivo o vídeo de Maitê Proença: no plano da beatice, desta feita cristã, enquanto a outra era arremedo de beatice nacionalista.

Ofende os cristãos? Pois que ofenda. Saramago nunca pretendeu ser politicamente correcto, e se têm tanta fé no vosso livro sagrado, cristãos, então deve essa ser inabalável e não se postergar ao primeiro abanão. De um incréu pode-se esperar tudo, menos que trate com suavidade de donzela um livro sagrado.

Depois, e isto é que importa, é o demonstrar de um total alheamento no tocante à turbulenta relação de Saramago com a Bíblia. Ele não é um leitor desapaixonado. Só quem olha para a Bíblia com a sonolência de um recitador de terços é que pode ficar impávido perante a sua crueza. E, pela mesma ordem de razões, não a interpelar directamente, porventura com a mesma violência com que essas mesmas interrogações foram sendo silenciadas durante séculos. Por conseguinte, estas críticas a Saramago, muitas, virulentas, possuem o cheirinho a turíbulo inquisitorial. Várias foram os torquemadas da blogosfera; da mesma forma do jornalismo, só que estes últimos menos opiniosos, menos transparentes, menos concretos, mas não deixa por isso o seu exercício de corte e costura, de compilação e desagregação, de ser menos inquisitorial.

E os argumentos contra Saramago são vomitados da esquerda à direita; dos intelectuais de craveira aos jornalistas em ascensão; dos padrecos aos descomprometidos e reservados admiradores da santíssima trindade. Curiosamente nenhum se serve de um argumento retirado da Bíblia. Todos esgrimem argumentos de autoridade acima do livro sagrado, por vezes com megalómanas referências a outras estórias crivadas de intolerância, comparações absurdas que a colherem teriam que ser feitas recorrendo a exemplos dos múltiplos silenciamentos que tiveram por origem esse mesmo livro sagrado. Uma história de violência e descompaixão. Outras, socorrendo-se do insulto mais amesquinhador, e simultaneamente o mais desresponsabilizante, o argumento do neurónio, da velhice, da senescência mental. Porém, nem um se serve da Bíblia para infirmar as afirmações de Saramago.

Recorrente é o argumento da metáfora: “então ele não vê que aquilo é tudo metáforas?”. Mas as metáforas são perigosas, imensamente perigosas, tanto mais perigosas quanto são colocadas em mãos elas próprias exsudando perigo. E depois? Desde quando é que as metáforas se encontram acima de escrutínio? Desde quando é que as metáforas não trazem com elas potencialidades reais, práticas, tão ou mais destrutivas do que vontade faustica?

Metáforas? Não lhes retira nem um milímetro de responsabilidade por aquilo que geram.

Onde está o Laclau?

“A política para além da política” apresenta-se como um espaço de discussão de novas formas da prática política, uma nova ideia de política que rompa com o tradicional acantonamento aos modelos pluralistas estribados no demo-parlamentarismo. É de enaltecer a iniciativa. Sobretudo porque para além do acantonamento dos velhos modelos, o público também se encontra um tanto ou quanto acantonado no exíguo espaço do bar do Maria Matos que, como um dos oradores bem observou, coloca a assistência em cinemascope. Fora isso, o ambiente é sereno, o bar está bem apetrechado e pode-se inclusivamente pedir uma cerveja geladinha enquanto os oradores ajeitam os seus reais (intelectualmente falando) traseiros às cadeiras giratórias. Entrementes, uma rapariga de esculturais pernas andava num afã de microfone que acabou por não funcionar por ocasião do embaraçoso momento das perguntas finais. Mas também não era preciso, porque a constrição do espaço torna a voz natural perfeitamente audível.

(Só um aparte. Estes colóquios, conferências, seminários e etc, não servem realmente para grande coisa. Debate é algo que não acontece. E nem era suposto acontecer, dado que o formato destas coisas não se presta a conversa fiada, mas antes a longos monólogos. É assim aqui, e é assim onde essa espécie tão na moda chamada “a conferência” medrar. A conferência é um espaço monologante. Se é informativo ou não…bom, em minha opinião é que a maioria das vezes não é. )

Mas isso não será eventualmente a função de uma conferência. A possibilidade do encontro, de ver velhos rostos outros novos… eh pá, havia por lá muitos velhos rostos, ou antes, rostos velhos. Para uma iniciativa que pretendia ser uma lufada de ar fresco no ar bafiento do status quo havia por lá muito geronte. Não é culpa da iniciativa, claro está, mas indicia que os públicos são imprevisíveis e que se movem mais pela acessibilidade do que por um genuíno interesse. Não quero com isto dizer que não haveria gerontes genuinamente interessados no tema da conferência, porque devia haver, com certeza. A minha intuição diz-me, no entanto, que estariam mais interessados em ver Manuel Vilaverde Cabral que, apesar de provecta idade ainda atrai atenções qual mito arturiano, do que propriamente em encetar um debate sobre as possibilidades de redefinição do conceito de populismo.

Ainda não tinha referido o assunto desta conferência em particular. Pois, parece que era isso. Por isso, e atendendo à sua recente incursão pelo espaço discursivo dessa mesma redefinição, se aconselhava a ler o Laclau “On Populist Reason”. Conselho evidentemente esquecido pelos oradores, que nem faziam ideia do que Laclau dizia sobre o assunto, nem tão-pouco entenderam (mas culpa de quem?) que era esse o objectivo de tão específica referência. Longe estou de negar qualidades aos oradores. A bem dizer, prefiro ouvir belas invocações históricas tingidas de factualidade erudita ou de bom poder de síntese dos tempos longos, do que o abstruso linguajar dos “objet petit a”, da sutura, da falta, da hegemonia quando misturada às três antecedentes. E isto porque cada vez me convenço mais que a psicanálise é um poço sem fundo que apenas trabalha num movimento espiralado, que se prolonga ad infinitum sem nunca estabilizar num espaço axiomático aceitável. Ou seja, banha da cobra. Ironia das ironias, o desencontro entre os objectivos dos organizadores da conferência e as intervenções dos oradores bem que podiam ser associados a exemplos perfeitos da coupure no sentido lacaniano.

Seja como for, não se dá o tempo por perdido e os temas são genuinamente (novamente esta porra desta palavra!) interessantes. Espera-se apenas que os próximos oradores estejam mais sincronizados com os objectivos da conferência.

A sacrossanta terrinha

O vídeo é de mau gosto. Incontestavelmente. Sobretudo a parte em que Maitê deixa cair uma langorosa escarreta numa fonte dos Jerónimos. Aquela boquinha teria outras utilidades, certamente. E todas elas bem mais voluptuosas do que o escorregar preguiçoso de uma escarreta dos lábios carnudos da actriz brasileira.

De resto, a reacção ao vídeo mostra apenas o desconhecimento que os portugueses têm dos brasileiros. Mas não é de todos os brasileiros. A elite branca brasileira, da qual Maitê já por diversas vezes fez questão de afirmar a sua pertença, nutre um profundo desprezo por Portugal. Diríamos até que é, à boa maneira do filme de Laughton, uma relação love, hate. Se por um lado, gostam de se babar com os feitos dos portugueses conquistadores, com a glória dos colonizadores, desprezam tudo o que tenha a ver com o Portugal pequeno e sofrível dos dias que correm. Não há um jovem brasileiro do Leblon que não tenha o seu stock de “anedotas de português” pronto a ser disparado. Maitê apenas revelou através deste vídeo a verdade nua e crua, aquela que se encontra encoberta por detrás dos encómios frequentemente prodigalizados pelos actores brasileiros: ai, eu adoro Portugal!, País irmão!, Puxa a gente é muito bacana!, etc, etc. Tudo mentira. Talvez por isso, mais do que o vídeo em si – afinal escarrar numa fonte é mau nos Jerónimos como é em Olinda – o que este deixa a descoberto é a soberba de uma certa elite brasileira. Reparem que não é apenas Maitê que goza o prato; as galinhas que se encontram em estúdio escancaram-se a rir.

Porventura, o que choca verdadeiramente os portugueses no vídeo de Maitê é a queda da máscara; é o serem reduzidos à real expressão que a elite brasileira lhes concede, tão diferente dos discursos de ocasião que esta mesma profere. O humor de Maitê choca-nos como se de repente nos víssemos reduzidos ao estatuto de alentejanos na nossa própria terra. E curiosamente, a reacção descabelada no facebook e outras redes sociais, lembra-nos que nesta coisa de símbolos tradicionais tudo depende do lado em que se está. Quando foi das caricaturas de Maomé, muito boa gente disse que se tratava de liberdade de expressão. O mesmo poderia ser dito do vídeo de Maitê. Sucede que a liberdade de expressão possui os limites dos afectos identitários. Nem mais nem menos.

Os coxos

Pergunta-me Pedro Mexia quando é que “mentiu”. A palavra é com efeito forte. E ao certo, não sei precisar, o que não abona nada a meu favor. Recordo, no entanto, que de quando em vez cismava ao ler a Quinta Coluna (acho que era assim que se chamava) e dizia de mim para mim: porra, que estes gajos mentem com quantos dentes têm! Um exemplo concreto? Não faço a mínima ideia. Mas eis que visito novamente o Lei Seca (excelente blog, mesmo que me desagrade o que por lá se escreve) e deparo com um elogio a Bauman. E logo pensei: Pedro Mexia gosta de Bauman? Tê-lo-á lido? Haverá coisa mais nos antípodas das opiniões de PMexia do que os escritos de Bauman? Por conseguinte, que pensar quando PMexia se refera a Bauman como “um grande senhor”? Ou será apenas mais um dos milhares de exemplos de name dropping que pululam na blogosfera? Mentir, mentir, não será. Cheira-me a… como direi: tanga.