Essa histeria chamada Ronaldo

No Barnabéu é natural que exultem, que se esmifrem e comprimam, para ver o seu ídolo agora em forma corpórea e não apenas em estampa de fim-de-semana. Mas o que é que nós temos a ver com isso?

Ronaldo é português, é bem certo. Nasceu na Madeira, certíssimo. A mãe de Ronaldo tem um típico ar de barraca portuguesa – não há dúvida. E depois? Ronaldo foi considerado o melhor jogador do mundo jogando num clube inglês; ganhou taças ao serviço desse mesmo clube; e atingiu a celebridade em virtude do mesmo. Isso faz dele motivo de orgulho e de identificação porquê?

Ontem num qualquer telejornal da SICN um anafado comentador regozijava com o facto de Ronaldo ter tido casa cheia no Santiago Barnabéu. E acentuou tal júbilo dizendo que era mais um recorde que Ronaldo batia, o de encher o Barnabéu numa apresentação de um jogador, rematando: é mais um que vem para cá! Mas para cá pr’á onde? Mais um recorde que vem para Portugal? Ronaldo enche um estádio em Madrid e é um recorde que nos cabe a todos festejar? Doido, estúpido, descerebrado. E os comentários foram sendo sistematicamente pontuados com este nível de idiotia mediática. Assim, estando um magote de gente com ar de pachorra à porta da loja dos Galácticos para comprar uma camiseta de Ronaldo por uns módicos 85 €, o jornalista salivava e truncava palavras com a emoção, falando de “uma verdadeira loucura”. Não haveria mais loucura na bicha para pagar o IRS numa qualquer repartição de finanças perto de si; mas ele lá perscrutou uma “verdadeira loucura” naquele ajuntamento. E assim sucessivamente.

Uma das perguntas que mais reiterada foi pelo rebanho de jornalistas que acampou em Madrid foi “porque viésté a ver el Ronaldo?”. E disto de jornalistas que embora já tenham passado por Espanha vezes sem conta, ainda dizem “y viésté ontem a ver Ronaldo?” a espanhóis argutos como demónios que conseguem perceber às primeiras que por detrás de um “ontem” rebarbativo se encontra um “ayer” jovial e transparente. E sim, vieram ontem e virão amanhã e depois e depois. Até que o grande Ronaldo se revele um logro; e isto não é o tal pessimismo invejoso de que tanto fala o José Gil – é apenas saber de experiência feita. No passado, receberam Beckham numa histeria semelhante – nunca com esta dimensão, verdade – e foi o que se viu. Figo, foi recebido por uma multidão ululante… e nunca mais jogou nem nada que se parecesse com o que jogara no Barcelona. Queiroz foi recebido com as entusiásticas palmas dos “aficcionados”, da torcida madrilena, e foi a desgraça que se viu. Desta maneira, assim como prevejo que o PSD + CDS irão ter maioria absoluta nas próximas legislativas, também prevejo que Ronaldo vai revelar-se uma fraude. O mundo do futebol é estranho e vive em permanente dissonância cognitiva: não percebeu que não é o jogador, mas sim a equipa. Ronaldo foi “RONALDO” no Manchester, assim como Mourinho foi “MOURINHO” no Chelsea. De resto, acabou.

Talvez, colocado perante a evidência de que não é divino, o novo Ronaldo quando novamente questionado sobre o melhor livro que leu (pergunta feita amiúde a jogadores de futebol que é tão cretina como perguntar a Eduardo Lourenço qual foi o melhor golo que marcou) não responda que foi a sua biografia. Por vezes, um abanão em direcção ao descentramento tem repercussões positivas. Veja-se o que aconteceu com a teoria heliocêntrica.    

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O descalabro

A famosa máxima de Nietzsche: Und wenn du lange in einen Abgrund blickst, blickt der Abgrund auch in dich hinein (loosely translated: E quando tu olhas demoradamente para o abismo, o abismo olha para dentro de ti). E a frase que a precede, talvez ainda mais relevante, mas menos conhecida (digo eu…) e que é qualquer coisa como “Quem combate monstros que se acautele para não se tornar num deles” (loosely translated). Estes poderiam ser belos epitáfios para a esquerda portuguesa nos dias de hoje.

Encontramo-nos na iminência de ver a direita catapultada para as belas e atraentes esferas do poder, de todo o poder, do poder que ainda não lhe cabia em sorte; ou pelo menos, ainda não totalmente. Estamos à beira de ver a direita portuguesa apoderar-se de uma assentada do poder parlamentar e autárquico. Na Europa – essa ilha prodigiosa que foge aos destinos do mundo como o conde Dracul foge do amor dos homens – a direita estendeu o seu reinado e os seus tentáculos de uma maneira inédita, como não acontecia desde antes de 45. Acho que as pessoas não notaram esse indecente pormenor: nunca, após 45, foi a Europa tão de direita como actualmente. Mas a Europa é um continente gelado que fica lá bem longe e que só se aproxima por ocasião de uma qualquer PAC de má memória ou de uma indesejável PESC. Deixemos portanto a Europa, o continente frígido e concentremo-nos na nossa pátria, a terra das patranhas, pátria patranheira sem eira nem beira… E nesta, o que se avizinha é o descalabro. A esquerda, à custa de tão elevado esmero a bater no PS conseguiu conceder todo o campo da política portuguesa a essa mesma direita que tanto execra. Estranho paradoxo, estranha forma de vida. Será esta a parta do drama, depois da farsa dos professores e demais grupos profissionais? É que recordo tempos em que a estratégia era sensivelmente a mesma, mas na altura era manipulada pelo PCP a solo. A história tem destas ironias e passava-se assim: o PCP derrubava os governos PS, geralmente com grande pompa e alarido. Vociferava-se (não, não é novo) libelos contra a política de direita do PS; discutia-se as similitudes entre este e a direita; e, invariavelmente, mandavam-se abaixo os governos PS para depois entregar maiorias absolutas ao PSD, sozinho ou em coligação. E a história irá repetir-se com a mesma infalibilidade da lei da taxa de lucro decrescente postulada há uns séculos por Marx (não liguem aos economistas que andaram este tempo todo a tentarem convencer-nos do contrário – são uns aldrabões!). Porém, não me interessa propriamente a taxa de lucro decrescente; antes, a repetição da história e como a seguir à farsa vem seguramente a tragédia. E ela está prestes a bater-nos à porta.

Havemos – e nisso a curta história da democracia portuguesa também tem sido pródiga em exemplos – de implorar pelo regresso de Sócrates e do que  presentemente seria apropriadamente designado de “socratismo” (não obteve um ismo talvez porque se confundiria com qualquer coisa vinda da filosofia clássica, senão teria direito a expressão equivalente a um… cavaquismo, por exemplo). Mas dizia, havemos de achar que afinal não era assim tão mau, como pensámos após Durão Barroso ter subido ao poder, ou depois de Cavaco ter tido a sua segunda maioria. A história repete-se. A esquerda apostou numa estratégia de risco, em tempos que não estão para grandes riscos. Apostou em tirar a maioria absoluta ao PS – no que será bem sucedida – e reforçar os seus espaços políticos – no que tem tido moderado sucesso – para que assim possa influenciar a política do governo. Hélas – e aqui entra novamente a história, essa madrasta -, com a sua estratégia de “campo minado” tudo leva a crer – e faço orgulhosamente futurologia, mas com a presciência que me caracteriza – que irá dar uma maioria absoluta à direita. Então, e não vem sendo já tempo de o PS assumir as suas responsabilidades sem utilizar os usuais bodes expiatórios da chamada “esquerda radical”? Até pode ser, e com certeza não se exime das responsabilidades no descalabro vindouro. Mas eu, que nada me move em defesa do PS e muito menos de Sócrates, gostaria que a esquerda não se congratulasse tanto cada vez que dá um tiro no pé. É desconfortável, e chega mesmo a ser esquizofrénico. É que, quer a nível autárquico, quer agora legislativo, a barragem de fogo que foi assestada ao PS terá como resultado o regresso da direita a TODO o poder estatal. Ó muito me engano, ou a esquerda não vai conseguir mobilizar o eleitorado para constituir uma maioria absoluta na Assembleia (com o PS dentro). Assim como a estratégia europeia foi um erro crasso, também em Portugal a esquerda vai mandar pela janela – e desta feita será de um quadragésimo oitavo andar – o bebé e a água do banho. Tudo isto seria de somenos se daqui a quatros meses não tivéssemos Manuela Ferreira Leite e Paulo Portas a banhar os pezinhos nessa mesma aguazinha e a comer, qual Cronos, a cabeça do bebé.  

Dinamite, propaganda, e asco.

Pacheco Pereira (PP) tem um programa em horário nobre na SIC Notícias.  Um programa assumidamente de opinião, onde PP esclarece os espectadores quanto à natureza perversa da comunicação social. De toda a comunicação social? Não. Só daquela que diz bem do PS. Os exemplos escolhidos com critério objectivo, analítico e de uma isenção inatacável acabam por, fruto das contingências próprias à teoria das probabilidades, recair sempre – e ainda só vamos no primeiro episódio – em artigos laudatórios para o PS.

PP fica indignado com as louvaminhas dedicadas ao novo porta-voz do PS; e invoca as histórias de santos para conotar tão insidioso e desequilibrado artigo. Sucede que nas histórias de santos não existiam apenas louvações, até porque – pormenor que parece ter escapado ao nosso doutrinador de ocasião – os santos começam por ser mártires. E como exemplifica o étimo grego, o mártir é aquele que testemunha…algo ou alguma coisa que todos os outros não querem ou não podem presenciar. Por isso, é-se agraciado com a revelação que cabe aos santos. Talvez a estória não fosse totalmente inocente. E na realidade, se o entendimento de PP sobre o artigo que tinha o porta-voz do PS como protagonista permitiu-lhe cotejar o mesmo com as histórias de santos, não deixa de ser menos correcto se atribuirmos o papel de mártir ao grande despertador de consciências, Pacheco Pereira.

Desde os comentários sistemáticos no seu blogue, passando por esta caricatura de programa televisivo, PP vende-nos uma imagem de mártir: aquele que testemunha aquilo que não pode nem deve ser presenciado pelos outros. A revelação que assiste ao santo não pode ficar enclausurada no seu íntimo, um caso de consciência que nunca chegaria a ser resgatado para o público e por conseguinte nunca serviria de regulador moral. Por esse facto, os santos expressam o agraciamento divino através de uma conduta; uma conduta em tudo idêntica à figura arquetípica que pretendem emular e que se manifesta publicamente como contraponto às condutas mundanas. Geralmente, essa é uma conduta marcada pelo sacrifício e privação que marca o distanciamento com uma vida anterior muitas vezes crivada de dissolução e de excessos vários.

Reparem que o “contraponto” não surge por acaso. O programa de PP dá pelo título de Ponto e  Contraponto. A parte do Ponto prende-se com PP a fazer figuras imbecis enquanto folheia jornais com anúncios a oferecerem sexo com a câmara a uma distância suficientemente segura para que não se distingam as mamas das garotas, não vão elas chocar a Sô Dona Balbina que está em pulgas para aprender a olhar o mundo através dos olhos de Pereira.

Assim, PP ensina-nos que podemos “ler” o país em que vivemos pelas páginas dos suplementos: as falências, as ofertas de emprego, e os famigerados anúncios de sexo (e eu julgar que bastava ver a TVI!). Só de um intelectual a quem se talha particularmente bem a metáfora da torre de marfim podia passar tal coisa pela cabeça. Quando não, bastava-lhe andar por Portugal e ver as falências, as casas a serem vendidas; ou ir meter o bedelho nos centros de emprego e ver o incremento diário das filas; ou passar pela Duque de Loulé e ver a multiplicação – que nada tem a ver com a dos peixes – de bares de prostituição, nos quais PP encontraria eventualmente alguns dos seus camaradas de partido…mas das chamadas bases. Mas também observar os carros de luxo que por aí circulam; as casas dos ditos escalões mais elevados que se esgotam mal se encontram em projecto; e claro o cinismo de Pacheco Pereiro a seleccionar artigos que ele considera pouco deontológicos. Também isto faz parte do estado da nação.

Infelizmente para nós, telespectadores adormecidos pela falta de liberdade, pelo garrote mediático que o PS impôs, Pacheco está mais interessado em ter mais um espaço de opinião na SIC. À custa da falta de liberdade que nos sufoca diariamente, PP aparecia ainda em poucos sítios, poucos noticiários, poucos programas de comentário político, poucos comentários eleitorais; havia mesmo, podemos afirmá-lo, uma exiguidade pereiresca, carência que andava a afectar o país de forma intolerável. Deve ter sido por isso que a SIC decidiu dar mais um espaço de propaganda a Pacheco Pereira.

Propaganda, digo bem. PP não é um analista sério da comunicação social. Qualquer analista sério teria um certo (pequenino, quase imperceptível!) pudor em trabalhar tanto para ela. Note-se que o campo da comunicação social não é homólogo a muitos outros, onde estar dentro e fora simultaneamente não causa gravosas incompatibilidades estruturais. E isto porque a comunicação social vive de adesões. Não por acaso o seu principal impulsionador é a publicidade. Ora a publicidade é um veículo cujo objectivo é criar adesões. Os mesmos mecanismos da publicidade operam, e eficazmente, na comunicação social. Comunicação social e publicidade são os formatos ideológicos da comunicação actual. Mas Pacheco não está minimamente interessado nestas minudências. O que preocupa PP é denunciar a invasão esquerdista de que os meios de comunicação social têm sido alvo; esquerdista, e, obviamente manipuladora. Porque a invasão direitista (a acontecer – algo que nem passa pela mente do nosso erudito) nunca por nunca seria manipuladora. Por isso PP fica agastado quando se diz que Cavaco tem um tabu, verberando o jornalista pela falta de escorrência literária e pela incapacidade de fazer um jornalismo objectivo – factos, factos e mais factos. Esquecendo que foi justamente esse mesmo Cavaco que celebrizou a expressão “tabu” na linguagem política ao criar um, aquando da sua putativa reeleição. Para um historiador do calibre de Pereira constitui esta, estranha desatenção. Então temos que a objectividade de Pereira é formatada antes por opinião, opinião, opinião. Mas a doxa sempre foi um perigo para o entendimento colectivo e para as interpretações do mesmo. Se PP vem oferecer-nos uma pretensa objectividade formatada por uma assumida doxa terá então que notar a contradição em que irá reincidir todas as semanas: a doxa é o domínio do subjectivo e Pacheco ama os “factos, factos, factos”, porém filtrados através da sua “opinião”. Estranha conjugação. 

Em resumo, para ser um programa que valesse a pena ver teria que ser realizado por alguém que fosse sério nas suas análises. E coloco judiciosamente todo o peso que a palavra sério possa ter. Pacheco Pereira não quer ser sério. Quer fazer propaganda encontrando-se preso (mas deliberadamente) a esse mesmo mecanismo que ele (falsamente) pretende denunciar. Falsamente porque para ser um analista credível as suas análises não poderiam ter cores partidárias. Para fazer uma análise isenta não poderia escolher exemplos com um critério pereiresco e oferecê-los como generalizações. E sobretudo para ser um analista honesto teria que começar por mostrar quem controla os meios de comunicação social; quem são os directores dos jornais; quem são os editores, etc, etc. E é aqui que Pacheco nunca se aventura. Porque se o fizesse, rapidamente chegaria à conclusão que a sua tese da “invasão esquerdista” da comunicação social é tão inverosímil que só pode ser falaciosa. Mas Pacheco Pereira também não quer fazer um programa sério; quer aproveitar o melhor que pode um novo espaço de propaganda que a SIC lhe concedeu (e quanto custará?).

Recorrendo ao mote anarquista que Pacheco escolheu glosar como emblema do seu programa: dinamitar o cérebro não dinamita, mas provoca-lhe cá um asco!

O Benfica enquanto doença crónica

Factos: o Benfica, o glorioso, para os mais fanáticos, o “tem-te não caias” para os mais rigorosos, investiu – e não se pode propriamente dizer que gastou – mais de 15 milhões de euros a renovar e reforçar o seu plantel. O Porto, gastou quase 7 milhões. E o Sporting ficou pelos 4 milhões. Qualquer das quantias é ridícula para equipas que não jogam grande coisa e que não chegam longe em competições internacionais. Não obstante, estamos longe dos valores pagos pelo Real Madrid pelas suas novas aquisições, entre as quais se destaca, evidentemente, o Ronaldo. Só que o Benfica ficou em terceiro lugar da liga milionária; foi eliminado às primeiras da única grande competição europeia a que teve direito de ascensão – a UEFA – e jogou miseravelmente toda a temporada. Mais: enquanto o Porto encaixa 18 milhões de euros pela transferência de Lucho Gonsalez para o Marselha, o Benfica desembolsa um horror de dinheiro por um jogador que, tal como o seu amigo e predecessor Aimar, se encontra na curva descendente da sua carreira: Saviola. E os benfiquistas regozijam como galinhas histéricas que não aprenderam nada. Aliás, há muito que se comportam assim. Por isso é ver Mário Zambujal contradizer Bagão Félix quando diz, e com toda a razão, que o Benfica corre o risco de se tornar um cemitério de elefantes (expressão minha, mas ideia de Bagão). Ainda por cima elefantes pesados, de megatoneladas, que o Benfica vai comprando com dinheiro que não tem e que não se percebe bem como irá arranjar. Os magos do comentário futebolístico diz que isto é tudo questão de diferimento de custos e que estes pesos-pesados pagam-se por si próprios com direitos de transmissão televisivos e marketing de camisolas. Deve ser por isso que o Benfica, não contente em fazer contratações hipermilionárias, renovou com Nuno Gomes – tem de ser pelas camisolas porque o moço não joga a ponta dum corno! Mas agora vem Saviola, o segundo Mago, para ver se apaga as mágoas do coração benfiquista que tão afectado ficou com o descalabro que foi o primeiro mago, de seu nome, Pablito Aimar. E diz-nos o médico do glorioso, tentando justificar o grande tiro no pé que foi a contratação de Pablito, que ele já vinha “estoirado” do Saragoça. Pudera, só assim é que se compreende que o Saragoça o tenha vendido a preço de saldo, porque convenhamos, Aimar foi o jogador que foi eleito sucessor de Maradona pelo próprio… no que viria a enganar-se redondamente. Suspeito que Saviola trilhará o mesmo caminho e depois dos muitos milhões gastos, um qualquer responsável do Benfica dir-nos-á no final da próxima época que ele já vinha “estoirado” do Real Madrid. O que não se compreende é como é que um clube absolutamente “estoirado” como o Benfica dá-se ao luxo de ter um passivo de 70 milhões de contos após as contratações efectuadas por Filipe Vieira (como afirma o seu rival Bruno Carvalho). Será que está na senda de tentar atingir o passivo do Real Madrid que ronda os 500 milhões de euros? Só que o RM tem valor de retorno e é natural que Perez consiga “matar” o passivo com as duas aquisições de luxo: Ronaldo e Káká. E o Benfica, enterrado que está com um Aimar “estoirado” por quem ninguém dará a ponta de um corno. Paradoxalmente, tirando Bruno Alves, que acerta na mouche quando diz que Saviola vem em excursão de fim de carreira, a histeria alastra pelas hostes do Benfica que não entendem que enfiaram o mesmo barrete do Pablito. Quem corre por gosto não cansa. O pior é que os jogadores do Benfica, salvo honrosas excepções (entre as quais não se encontra o Nuno Gomes), nem sequer correm. E nós apenas nos cansamos.