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Começa a feder?

Outubro 20, 2008

É oficial: o Gato Fedorento vendeu-se. Ou mostrou a sua verdadeira face? Ou mudou de face (porque não se pode permanecer com a mesma quando se ganha milhares e quando se frequenta o jetset)?

Lembram-se do Marcelo da lei do aborto? Parece que agora os Gato Fedorento acham que ele é uma “pessoa com opiniões”, assim, sem mais nada; e coitadito, a malvada ERC quer calá-lo! Reparem, ter opinião é importante – mas ter opiniões, é exultante! Imagino o Balsemão a escrever as punch lines do novo Gato. Terrífico. Ou então, como dizia o Rilke, todo o anjo é terrível e afinal de contas o RAPereira e a sua trupe eram a face oculta da lua.

O Zé Carlos não teve apenas dificuldade em movimentar-se num terreno diferente. Teve participações impensáveis, como a de Teresa Guilherme, uma pessoa asquerosa, que agora ombreia com os Gatos nas suas brincadeiras humorísticas. A Teresa Guilhermed devia ser objecto de humor, não fazer parte dos skets. Mas toda a gente sabe que a SIC é uma família: a família SICK, tão movimentada, tão honestamente jovem e brincalhona, tão parcial e objectiva…Assim de repente, diria que os Gatos deram um tiro no pé. Como o Hermân José. Convencidos que as estações privadas têm mais liberdade do que a oficial, foram a correr para a SICK. Mas qual quê – por amor à arte? Foram mas é os cifrões. Só que as televisões privadas – uma do CDS-PP e a outra do PSD – são particularmente livres para dizer mal dos governos do PS. A partir daí, acabou-se.

A Noite da Má Língua, por exemplo, aposto que o contrato não impunha baias aos participantes e no entanto elas foram sido definidas pela moderadora, de tal forma que os convidados acabaram por se chatear e gradualmente abandonar o programa…até ao término do mesmo.

Não vejo mal nenhum em criticar o governo, desde que esse humor não seja ad hominem. Os gatos, no primeiro programa do Zé Carlos, apostaram em espraiar a sua inventividade humorística em sistemáticos ataques a Sócrates. Será um lugar-comum dizer que existe uma ética no humor. E o problema nem sequer começa por ser os ataques a Sócrates. O que fede é ver uma mulher como Teresa Guilherme que uma vez afirmou que a “ética” nos negócios era coisa que não existia, a participar no regabofe. Esta mulher devia ser objecto de humor e não parte do gag. Estou a ser demasiado picuinhas, chato, merdoso? Não creio. Os Gatos afirmaram-se – e nesse aspecto demarcaram-se do Herman – com um humor inteligente de crítica social, mas sobretudo de crítica de classe. Entre outros, a crítica contundente ao PRN pode servir de exemplo, quiçá o mais ilustrativo dos exemplos.

Gatos e Teresa Guilherme? Qualquer coisa está podre no reino do humor em Portugal. Diz-me com quem andas dir-te-ei quem és – nunca teve aplicabilidade melhor. Augura-se um futuro sombrio à semelhança do de Herman José que se tornou o palhaço tanto útil como queque – acrescente-se uns pós de senilidade que se foram acumulando nas vulgaridades do Herman – do regime SICK. Esperemos que não. Mas pela amostra, parece que os Gatos já começam a feder.    

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One Comment leave one →
  1. Clyde T permalink
    Outubro 21, 2008 9:36 am

    Não estou de acordo. O Herman que me voltou a fazer companhia na Roda da Sorte – livre, caótico, espantoso – não voltou para a RTP e reeinventou-se. Nesse horário, o serviço publico dá-nos o Mendes, bem pior que qualquer Teresa Guilherme !

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