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O censor

Setembro 4, 2008

Ontem, Francisco José Viegas falava do realismo mágico sul-americano. Fazia-o no contexto de um elogio propagandístico à obra de Rulfo, Pedro Páramo. E até aqui nada de mal. Dando largas ao seu saber literário, inscreveu Rulfo nesta corrente, a par de Garcia Márquez, e de Borges, a quem considerou ser o verdadeiro mentor deste grupo. Com elogios hiperbólicos a Pedro Páramo, foi avisando que ali estava a obra maior do realismo sul-americano. Não contesto. Esqueceu-se foi, na sua preleição literária, de fazer referência a um outro grande, porventura tão grande, nome: Alejo Carpentier. Não me custa intuir porque razão hiperbolizou o primeiro e silenciou o segundo. É que Carpentier era comunista; e Viegas, sabe-se, escolhe por afinidades electivas.

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