Guerra Morna

 

Ultimamente inúmeros comentadores têm reiterado a ideia segundo a qual estaria prestes a instalar-se entre as duas potências mais militarizadas do mundo um clima de Guerra Fria. Será que a conjuntura actual poderá repetir um equilíbrio de poderes como o da Guerra Fria? Convém duvidar de apreciações e diagnósticos demasiado precipitados.

A Guerra Fria implicava dois blocos herméticos, competindo por alianças e pela satelização do maior número de países. Para além disso, estes dois blocos sustentavam as suas acções em quadros ideológicos diversos, antagónicos, e desse mesmo antagonismo retiravam os recursos simbólicos e materiais para o estabelecimento das suas fronteiras. Pese embora a impossibilidade de qualquer entidade absolutamente hermética no concerto de nações após a revolução industrial, saliente-se que se construiu um imaginário de hermetismo dos dois blocos. Os camaradas que queriam abandonar os horrores capitalistas eram travados pelas forças imperialistas e os lutadores pela liberdade que queriam fugir à crueldade do Gulag eram bloqueados pela tirania comunista. Era assim que o mundo se entendia e que era percepcionado. De um lado a liberdade, do outro a opressão. O lugar de uma e outra variava de acordo com a interpelação ideológica. Por conseguinte, os intelectuais deste lado ansiavam pelo homem novo que se adivinhava do outro, enquanto deste último o homem novo estava farto de pagar o preço da sua novidade e almejava tornar-se no velho cidadão burguês.

Existiam as diferenças estruturais entre uma economia de mercado capitalista e uma economia de mercado planificada. E para além dessas, as diferenças entre as redes de distribuição de recursos eram assinaláveis. Por exemplo, as elites de um e de outro lado competiam pelo maior açambarcamento de recursos nos países satélites e aliados – por sujeição ou adesão -, mas raramente se cruzavam quer na sua reprodução quer na sua multiplicação.

É justamente quanto a este último aspecto que devemos ter cautela em não aceitar extemporaneamente o diagnóstico de uma nova Guerra Fria. A verdade é que, apesar de os intereses geopolíticos ainda colidirem, quer as estruturas efectivas quer as redes de distribuição e açambarcamento de recursos deixaram de correr em paralelo – entrecruzam-se, competem pelos mesmos espaços, partilham as mesmas razões e os mesmos quadros ideológicos. É aqui que o Leste abandona o seu lugar mítico, e mitologizado, de terra dos Czars. Os Czars actuais vivem em LA e Londres. Putin e Medvedev podem não entender-se com Bush e McCain; mas o oligarca do Petróleo Abramovich certamente que não tem pruridos e os seus companheiros de fortuna também não. A Rússia pós-comunista não progrediu – regrediu. Se as elites russas no tempo de Pedro o Grande, falavam francês entre si enquanto teciam loas à mãe Rússia, actualmente falam inglês-americano enquanto sonham com a pátria Rússia. Não significa que o comunismo fosse melhor. Quer apenas dizer que a Rússia feudal e oligárquica anterior à revolução foi restabelecida, segundo outros parâmetros, porém com a mesma estrutura social.

Quem passeia pelo Leste europeu pode aperceber-se de quem pertence à elite e quem dela está arredado. Ouvindo um inglês arranhado e nasalado, entrecortado por expressões como “like…” ou “awsome”, sabemos imediatamente que a pessoa fez parte de um estágio norte-americano, por lá estudou ou foi arrebanhado nos programas de permuta. Não sentem alguma perplexidade perante o inglês fluente que falam a maioria dos atletas de Leste? Eu sinto. Será porque têm excelentes programas de inglês no sistema educativo? Quando deixamos as cidades e os seus centros vibrantes de consumo e vamos desbravar caminho pela província e os seus lugarejos, o inglês torna-se mais raro do que um prato de gambas no Burundi. Curiosamente o que as pessoas falam, para além do Russo, é um alemão rudimentar – outros nem tão rudimentar assim -, sem dúvida aprendido através do contacto com familiares que se encontram imigrados na Alemanha ou na Áustria.

Este desvio serve apenas para sublinhar que há uma elite, com certas franjas astronomicamente ricas, que é globalizada e nada tem a ver com os aparatchiks do velho aparelho comunista.

Significa portanto que quer os oligarcas do lado da liberdade como os oligarcas do país feudal se encontram, ao final do dia, nas mesmas festas, recepções e bares da moda, seja em LA, Paris ou Londres. O mundo dos negócios atravessa dissidências, embora seja mais contumaz relativamente a adesões nacionalistas. Seja como for, quer as oligarquias ocidentais quer as russas encontram-se comprometidas umas com as outras, e isto, por si só, constitui um cenário nos antípodas da relação de forças típica da Guerra Fria.

Why so serious?

Devo dizer que não me fascina a torção que Nolan dá ao Batman. O homem morcego era de todos os super-heróis norte-americanos o que menos reincidia no estribilho da Guerra Fria. O arquetípico super-herói possui sempre qualquer coisa de reencarnação da América, da ideologia do bem versus o mal tão comum durante a guerra fria. Neste sentido, um super-herói típico defronta forças destruidoras que normalmente procuram ou destruir ou apoderar-se dos Estados Unidos da América. Mas não o Batman. O Batman vive numa cidade mítica, e Gotham está pejada de míticos personagens. Assim, se o Super Homem tem em Lex Lutor o seu arqui-rival, Batman tem no Joker o seu. Contudo, os desejos e acções de um e de outro não podiam ser mais díspares. O Joker não pretende dominar o mundo – apenas o mundo criminal. O Joker é um bandido maléfico, certo. Mas não é o Mal. Aliás, grande parte da singularidade de Batman passa por aí: a ambiguidade do homem morcego relativamente à sua posição moral. Até porque o Batman é movido pela vingança, assim como Ulisses ou Aquiles. Neste sentido, Batman é o verdadeiro herói trágico dentre a colecção de super-heróis americanos. E a sua estética não é alheia a esta ambiguidade, bem central no enredo. Os espaços lúgubres e penumbrentos onde Batman faz a sua aparição têm muito que ver com esta incerteza que o sub-mundo projecta sobre aqueles que vivem à tona da realidade. Donde os vilões de Batman serem freacks, que apenas existem nas catacumbas da cidade, e saem pela calada da noite para espalhar as suas malfeitorias. O Pinguim, o Enigma, e sobretudo o Joker, são Freaks, inadaptados, expulsos de um mundo regulamentar e de expectativas coerentes. Mas aí reside a ambiguidade de Batman. Também ele é um freack, que escolhe as trevas para se revelar, enquanto durante a vigília é um aborrecido magnata.

Ora este estética que possui componentes éticas fortíssimas é simplesmente cuspida por Nolan para fora dos seus storyboards. Contrariamente a Tim Burton, cujo Batman é uma elegia à sua estética comics, Nolan ensaia um Batman que perdeu a ambiguidade e um Joker que mais parece um terrorista fanático do que o ladrão louco. Neste sentido, o Joker de Jack Nicholson é bem mais fiel ao Joker padrão (se bem que as primeiras aparições do Joker se confundem mais com o de Ledger). Não quero com isto dizer que a recriação de Heath Ledger não seja brilhante – é aliás a alma do filme. Quer apenas dizer que Nolan optou por um Batman fundamentalmente descaracterizado. Não lembra nem ao diabo, pôr o Batman a voar por entre os arranha-céus de Hong Kong e a despachar chineses com golpes de karaté. Este é um Batman devedor de um espírito recuperado de Guerra Fria desta feita contra a superpotência nascente: a China.

Se as linhas ideológicas são fáceis de identificar na primeira parte do filme, de tão marcadamente evidentes, o Joker anarquista-terrorista ainda é mais manifestamente assimilável ao esteriótipo do terrorista fanático. Este Joker anuncia-se com a violência insana de um terrorista da Al Quaida; ou assim nos é dado a apercebê-lo. O personagem de Ledger é recriado genialmente…mas não é o Joker do Batman. É um imanente bombista suícida, alucinado, sem qualquer intenção nos seus gestos que não seja a destruição pura. Deste modo, a comparação, feita por alguns críticos, entre o Joker e um anarquista sai certamente forçada, quando não simplesmente equivocada. O anarquista visa destruir o poder vigente e os mecanismos da sua reprodução, mas com o intuito de o substituir por um outro modelo de distribuição desse mesmo poder e dos seus recursos. O Joker de Nolan é um terrorista do Hamas – ou a imagem que dele o Ocidente propala e inscreve nas narrativas do medo -; o único objectivo é a destruição. Nesse sentido é sobretudo um niilista, mais do que um anarquista.

Ora, não nos parece complicado identificar neste cortejo de actores e personificações a velha clivagem, ainda mais uma vez, entre o bem americano e o mal exterior; algo a que o Batman (e basta para isso ver o antigo Batman de Miller) dificilmente se ajustava. Ao colocar o Batman numa cruzada contra a mafia chinesa (uma espécie de Michael Douglas em Black Rain) destitui-o do seu lado “negro” de senhor das trevas. O Batman é um herói particularmente violento, e parte dessa violência advém de não ter poderes sobre-humanos e apenas se valer da engenharia. Daí que os vilões do Batman são igualmente contidos em matéria de super-poderes. Ás engenhocas do Batman contrapõem-se as engenhocas do Joker; umas defendem a ordem as outras minam-na. Mas encontram-se numa relação de simetria. A frase canónica proferida por Nicholson no filme de Burton – Where does he gets those wonderful toys? – diz mais da relação entre o Batman e o Joker do que qualquer cena do filme de Nolan. O Joker de Nolan não tem “brinquedos” tem facas. Nolan nem sequer chega a aflorar a ambiguidade que existe entre o homem morcego e o Joker, ficando apenas pelo lugar-comum de um bem absoluto da américa capitalista contra o mal absoluto da insanidade terrorista.

Conclusão, o problema nem está no substracto ideológico, que assim como assim pode ser recenseado em quase tudo o que sai ultimamente de Hollywood. O problema é que tanto podia ser o Batman como o Tom Cruise de Mission Impossible a lutar contra mafias e terroristas. Tendo isto em conta, e convertendo-se confortavelmente a este avatar do Batman, o filme até é divertido. Quando não, torna-se penoso.

Michelle Obama

Parece que o dom da palavra bafejou o casal Obama. A sua mulher discursou perante uma audiência de milhares de pessoas como se fosse ela a candidata à presidência americana. E até podia ser, porque não fica nada atrás de nenhum dos actuais candidatos. Conseguiu emocionar, excitar, arregimentar e fazer sonhar (tudo em ar) uma convenção democrática, com mulheres na assistência a denunciarem emergentes lágrimas ao canto do olho.

Ela acentua as frases com um gesticular rectilínio, palmas das mãos viradas de encontro a um espaço interior que nos é oferecido em partilhada, e sobretudo a repetição das expressões sonantes, das interjeições que dão o ritmo, a toada, que embala os ouvintes e os leva a uma espécie de consagração compartida entre o locutor e o receptor. Ou seja, ela conhece os truques do ofício e porta-se como um verdadeiro animal político. É razão para regozijo. Ou seria, não se desse o caso de esta linguagem rectilínia, emocionalmente compactada em expressões previamente estudadas, reduzir a política, através do seu veículo principal, o discurso, a uma dimensão plana. E será ela a única?

 

Na América, existem actualmente dois discursos políticos que pela sua padronização podem ser resumidos a um conjunto de factores simétricos. De um lado o discurso republicano que se reveste, simplificando, das seguintes isotopias semânticas: o poder económico e militar da América, a ideia de bem encarnada na nação americana, o sonho americano como um sonho de riqueza e sucesso. Do outro lado, o discurso democrático, a solidariedade do povo americano, o espírito de entreajuda, o fortalecimento comunitário e a identificação do sonho americano com estes princípios. Desta forma, o significante “sonho americano” sinaliza em ambos os discursos o momento de união entre os cidadãos, mas simboliza realidades e horizontes antagónicos. De um lado riqueza, sucesso, equivale a poder, do outro, entreajuda e comunitarismo equivale a poder. São antagónicos porque o primeiro subentende que a entreajuda é justamente o entrave para riqueza e sucesso e o segundo antevê como o principal obstáculo ao restabelecimento do comunitarismo a prioridade dada a essa mesma riqueza e sucesso. Agora bem, será que podemos colocar a hipótese de que a estratégia do discurso democrata só em certa medida é eficaz e que isso pode explicar a adesão surpreendente a um candidato como McCain? Penso que sim.

 

Em traços gerais, há um eleitorado que se encontra antecipadamente mobilizado para um ou outro tipo de discurso (e digo discurso e não programa, porque a campanha joga-se a nível do discurso dos candidatos e seus apoiantes mais próximos, como vem sendo tendência generalizada nas democracias contemporâneas). Porém, existem os renitentes, que recalcitram entre o discurso manipulador da superpotência e o discurso mobilizador do Welfare. Este eleitorado, não se afigura muito diferente do centro dos bipartidarismos europeus e sua base social parece encontrar-se implantada nas mesmas cohortes. Especulando, é um eleitorado de classe média, cuja franja feminina apoiava Hillary por ser mulher e que com a sua saída de cena deixou de encontrar razões para votar democrata. Concomitantemente, é um eleitorado que não se revê no discurso da solidariedade e da repartição; antes considera estes dois temas como pieguices chocantes, contrárias ao valor individual do self-made man. Para além disso, é um eleitorado facilmente arregimentável pelas cadências da invocação de hegemonia norte-americana e que se revê facilmente nos desígnios da pax americana. Ou seja, trata-se, no fundo, de um eleitorado conservador. Votariam Hillary porque ele reproduzia muitas das marcas deste mesmo conservadorismo. Dificilmente votarão Obama porque são estruturalmente e psicologicamente avesos àquilo que conservadores de todas as latitudes e jaezes apelidam de “miserabilismo”. Ora este é um eleitorado extremamente volúvel, que se arrepia ao ouvir a expressão classe trabalhadora, da qual quer distância e com a qual apenas convive para se demarcar em termos estatutários. É por isso mesmo um eleitorado fortemente impressionável com a riqueza e o sucesso, que advogam encontrarem-se no coração da nação americana, ou seja, a própria materialização do sonho americano. Para estes, Joe Binden evoca cremesses e sopa dos pobres, e não Michael Douglas pendurado num quinquagéssimo sexto andar em Wall Street. São estes que Obama, com ou sem Michelle, se encontra à beira de perder. Porventura com consequências funestas. Para ele e para o mundo.

Nação intranquila

 

A América, os usa, é um país absolutamente seguro da sua posição no mundo; sereno perante as ebulições globalizantes, pétreo diante do troar dos tambores das potências emergentes. Tanto assim é que o consagradíssimo New York Times resolveu mudar as regras do comité Olímpico e elaborar uma hierarquia à sua maneira, ou seja, à american way. Com efeito, se a regra é o país com mais medalhas de ouro ocupar o lugar cimeiro do ranking de conquistas olímpicas, o NYT não se fez rogado e decidiu que o critério passava a ser o maior número de medalhas. Desta forma salvou-se a honra do convento que é como quem diz a América lidera, mesmo que numa realidade emprestada, ficcionada, mas não interessa, porque importa sim que ela, a majestosa pátria da liberdade, surja sempre nos pináculos competitivos. Através deste malabarismo hegemónico temos que, apesar de a China ter sacado mais quinze medalhas de ouro, os Estados Unidos encontram-se intimoratamente em primeiro lugar. E se bem que a maioria dos jornais de referência internacionais sigam os critérios do comité olímpico, colocando a China no seu justo primeiro lugar, que importa isso desde que sejam os americanos a firmarem as suas próprias regras? É preciso é sonhar. Também aqui, o sonho olímpico, tem que ser apachentado, embalado, protegido da desilusão das crianças americanas. Deixai vir a mim as criancinhas – mesmo as americanas. E para isso todo o expediente serve. Mesmo baralhar os critérios do comité olímpico. Salva-se a honra, a alma, a professia, o messianismo. In dog we trust.  

O raposo

Um raposo culpa o nacional porreirismo do desaire olímpico português. É um homem sério este raposo. Diz ele que o problema é do deixa andar, tipicamente português. Mas não ele, o raposo, porque ele não é tipicamente português. Por detrás daquela miopia insidiosa esconde-se uma mente brilhante que, maltratada na escola, desforrou-se na universidade. Isto são coisas que nos são dadas a intuir pelas calosidades verboreicas que o raposo vai semeando. Utilizando a perspectiva lahirense (de Bernard Lahire) podemos comparar, na história de vida do raposo, os momentos que geraram disposições diversas. Este é linguajar complicado, em nada compaginável com a brevidade dos argumentos do raposo. Troquemos por miúdos. O raposo insurge-se contra a balda nas escolas – professor porreiro é o que não fica o dia inteiro. E outras quejandas, conquanto nefandas, atitudes esburgantes do erário público. E vai mais longe: e a Universidade?, aí é que é o forrobódó completo. Vejam lá que eles até querem que a malta faça trabalhos de grupo! A genialidade de um raposo, está bem de ver, viu-se, naqueles tempos de lamber cus professorais e proferir tiradas cuzais, obnubilada pelo carneirismo grupal, pela ineficiência mentecapta do colectivo. Está-se mesmo a imaginar o raposo: um daqueles betos marrões universitários, cujo primeiro beijo de língua será dado à rapariga obesa da turma, a Ana Maria, mas de boas famílias – porque os raposos são estritamente endogâmicos – que só pensa em lixar os colegas para poder ser ele a luzerna da turma. Há tantos raposos – e tantos pela vida fora, não só nos anfiteatros académicos.

O raposo, teria sido pois, avento com algo de ficção científica, e não sem me sentir carregado de uma consciência moral versada no imaginário, um s…. E é também aqui que o repto raposiano contra o nacional porreirismo pode ser colocado de pernas para cima, ou seja, de pantanas. Não é o nacional porreirismo – que aliás só existe na cabeça tacanha da direita portuguesa – que fundamenta os males da competência, ou da falta dela. É o rapozismo. Este, como qualquer ismo, é bem mais difícil de desmontar. Mas podemos começar pelo seu aspecto mais visível, i.e., a falta de cooperação, ou a dificuldade em cooperar num país de glórias tanto fáceis como efémeras. O raposo fornece o mote ao referir o episódio da “palhaçada” dos trabalhos de grupo. Esta palhaçada, só se torna verdadeiramente em palhaçada, quando aparecem os raposos, os refractários, os que não querem nem colaborar nem partilhar, o marrão chico esperto que vai espreitar às pautas as notas dos outros e que faz ranquinks de cabeça quando na solidão da paragem do autocarro. Conhecemos a peça, certo? Tão certo quanto irem-se posteriormente espraiar as suas aflições monolíticas pelas instituições, pelas equipas e por aquilo que deixam escrito para a posteridade nos veículos de propaganda de massas.

Olhando para Portugal como um país cujos raposos se encontram nos lugares fáticos, percebemos que a ideia do nacional porreirismo é só areia para os olhos. Muito astuto. Como um raposo.