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Regurgitação

Junho 2, 2008

 

Much ado about nothing – é o que penso de Amy Winehouse. Se quero ouvir uma voz genuína com músicas fantásticas ponho a Billie Holiday, que a menina Winehouse passa a vida a tentar imitar mas sem metade do charme nem da força. Depois, as letras da Winehouse são desesperantemente cretinas. A falta de imaginação naquela trampa, andar sempre em torno da dor de corno, com umas rimas muito mal parturejadas (mal-paridas, em português) leva-me a dizer alto e bom som que NÃO!, a Amy não vale nada. Na Amy tudo é tão merdosamente artificial que dá dó. E depois, esta admiração compulsiva para a sua vida de drogas e álcool…alto lá!, mas quantas é que já passaram por aqui? Será a Amy sequer uma sombra de Billie?

É claro que se nos matraquearem diariamente com aquela chinfrineira, acabamos por gostar. Mas é só porque os tempos que correm se despojaram da memória – e então a musical, dessa nem se fala. É como digo: Billie Holiday ! Não é preciso estar sempre a reinventar a roda, mesmo quando esta se faz acompanhar de ademanes roçagantes, com os dedos encravados nas partes baixas.

 

 

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